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sexta-feira, 30 de março de 2012

Jarro "Sobreiro"

. Jarro "Sobreiro" antes da intervenção.

. Jarro “Sobreiro” – Jarro em forma de tronco de sobreiro. Decoração com ramos, folhas e flores de roseira. Apresenta um orifício na zona superior onde assenta uma tampa circular. Peça de barro vidrado com escorridos, policroma a castanho claro e mel, verde e camurça.
. S/ Marca – Provavelmente atribuído a M.MAFRA/ CALDAS - s/d (Último quartel do século XIX) * ver nota.
. Dimensões: 32 cm. de altura e 18 cm. de Largura máxima.
. Estado de Conservação: Faltas de matéria na zona onde assenta a tampa e na zona decorativa da roseira.
. Restauros anteriores: colagem na zona da asa.

* Nota: Após 1870, data atribuível a peças semelhantes da autoria de Manuel Cipriano Gomes Mafra (1829- 1905).
«A louça destinava-se à venda ambulante em feiras e mercados, locais onde adquiria “tudo o que era susceptível de ser reproduzido ou imitado na sua fábrica”. Assim também podemos encontrar semelhança de modelos e peças no norte do País, como por exemplo da “Fábrica da Torrinha” (1844 – 1883), em Gaia e Barcelos.»
In: Catálogo Manuel Mafra 1829-1905: mestre na cerâmica das caldas. Museu da cerâmica. Maio de 2009.
. Jarro "Sobreiro" durante as descolagens.
. Jarro "Sobreiro" durante os preenchimentos de falhas, lacunas e reconstituições volumétricas.
. Jarro "Sobreiro" após as intervenções de Conservação e Restauro.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Jarra "Ruivo"

. Jarra "Ruivo" antes da intervenção de Conservação e restauro.


. Jarra “Ruivo” – Forma alongada Decoração relevada com aplicação de um peixe (ruivo) em posição inclinada sobre ondulação com espuma. Peça rodada e moldada. Vidrado policromo a azul e verde sobre fundo com escorridos.
. Marca gravada na pasta – BORDALO PINHEIRO / PORTUGAL, inserido num círculo com rã ao centro. Fábrica Bordalo Pinheiro - Fábrica de Faianças Artísticas Bordalo Pinheiro (chamada no princípio Fábrica S. Rafael). Fundada em 1908 por Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro após a venda em hasta pública da Fábrica das Faianças M. A. Godinho em 1907.
Número 21 carimbado na pasta referente a uma identificação operária e data também gravada no reverso da base:1908.
.Dimensões: 30 cm. De altura e 19 c. de Largura máxima.
. Estado de Conservação: Três pequenas falhas de matéria na zona da onda e uma falha (de fabrico ou origem) de maiores dimensões na zona posterior do colo da jarra. Sujidade.
* NOTA: Esta peça apenas sofreu tratamentos ao nível da conservação tais como: limpeza e isolamento de pequenas falhas.
. Jarra "Ruivo" depois da intervenção de Conservação e restauro.

domingo, 31 de julho de 2011

Bilha das Caldas

. “Bilha” das Caldas em faiança vidrada, de forma bojuda com decoração relevada e, vidrada com escorridos a verde na zona do colo.
. Dimensões: Aproximadamente 34 cm. de Altura e 26 cm. de Largura.
. Datação: Peça sem marca do período arcaico, séc. XIX.
. Estado de Conservação: Falha de matéria na extremidade do bordo, três fragmentos pertencentes ao bojo e sujidade.

Nota* Tendo em conta a solicitação do Proprietário da Peça, e tratando-se a fractura da zona do bordo de uma fractura não recente, constituindo uma parte da história desta peça, optou-se por realizar o tratamento de conservação preventiva que fora anteriormente proposto, ou seja limitando-se à limpeza e isolamento e não avançando para a reconstituição da lacuna em falta.
Salvo os preenchimentos acima referidos uma vez afectariam a estabilidade do vidrado e constituiriam, a longo prazo, zonas que permitiam a acumulação de sujidade e consequentemente colocariam as colagens realizadas em risco.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Jarra "Cobras e Lagartos"

. Jarra "Cobras e Lagartos" antes e depois da intervenção de Conservação e Restauro.

. Jarra em faiança, moldada e modelada, policroma e vidrada com escorridos. Constituída por um corpo bojudo e um gargalo estreito e alto, decorada com animais aplicados em relevo como lagartos, lagartixas, cobras (duas cobras enroladas que formam as asas da jarra), rãs, larvas, borboletas, flores e folhas sobre fundo de efeito escorrido, com vidrado de cores em que predominam o verde de cobre, a cor de mel de ferro e os tons de castanho de manganés.
. Não apresenta qualquer marca.
. Tratando-se de uma peça sem marca, podemos apontar uma datação aproximada: 2ª metade do século XIX (c. 1870 a 1900).
Justificação: através de comparação com peças decorativas idênticas a esta inspiradas no estilo “palissista”(do estilo naturalista da obra de Bernard Palissy (1510-1590), ceramista francês do século XVI, em Portugal foi em Caldas da Rainha que melhor se explorou esta fonte de inspiração), uma de maiores dimensões e com marca gravada de Manuel Cipriano Gomes “O Mafra”, ou outra “jarra das cobras” do mesmo período, atribuída à Fábrica de José Alves Cunha – Caldas da Raínha)
. Dimensões: 27,5 x 20,5 x 14 (diâm. boca)x 12 cm. (diâm. base)
. Estado de Conservação: A peça apresentava diversas falhas de matéria e de vidrado ao longo do bordo, base e nos elementos decorativos salientes. Verificavam-se ainda faltas volumétricas totais da cabeça do lagarto, lagartixa e argola inferior de uma das cobras (correspondente à zona da asa).

. Pormenor do corpo da cobra que constitui a asa durante a reconstituição volumétrica, reintegração cromática e aspecto final.
. Pormenor dos elementos decorativos, cabeças do lagarto e da lagartixa durante a reconstituição volumétrica, reintegração cromática e seu aspecto final.
. Pormenor final dos preenchimentos das falhas pré-existentes ao longo do bordo da Jarra "Cobras e Lagartos"

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Centro de mesa – “Renascença”


. Antes e depois da intervenção de Conservação e Restauro.

. Centro de mesa de forma esférica; com bojo esferóide achatado ladeada com duas asas formadas por dragões. Decoração profusa, relevada com motivos de inspiração renascentista; conchas, volutas, fitas, motivos florais e geométricos. No centro, apresenta dois medalhões centrais ladeados por torsos de figuras mitológicas e encimados por dois “”putti”.
Peça moldada; faiança policroma e vidrada com escorridos.
. Não apresenta qualquer marca. Apenas um número “21” relevado, carimbado na pasta referente a uma identificação operária.
. Datação: Tratando-se de uma peça sem marca, apenas com o número existente na base não nos permitiria chegar à proveniência e/ou datação da mesma, no entanto através de comparação com peças artísticas idênticas (tipo de molde, pasta utilizada e aplicação de vidrado) podemos nitidamente afirmar estarmos perante uma cerâmica da Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha da 1ª metade do séc. XX (c. 1900).
. Dimensões: 26,5 x 46,5 x 33 cm.
. Estado de Conservação: A peça apresentava diversas faltas e falhas de matéria e de vidrado ao longo do bordo, base e nos elementos decorativos salientes (cerca de dezoito). Falta volumétrica total de uma cabeça de dragão e fractura da outra.

. Pormenor da falta volumétrica total de uma cabeça de dragão. . Pormenor da cabeça de dragão fracturada.. Reprodução da cabeça do dragão com recurso a um molde feito a partir da outra cabeça e preenchido com gesso dentário.. Durante a reintegração cromática da zona reconstruída. . Após a aplicação de um filme de protecção final.