domingo, 26 de maio de 2013

Terrina em faiança portuguesa do Séc. XIX

Descrição: Terrina em faiança portuguesa do Séc. XIX. Peça moldada, policroma e vidrada. Apresenta decoração policromada a azul e branco: paisagem de um casario com arvoredo em decoração esponjada e estampilhada a azul. 
. Medidas: Sem a tampa, quase intacta tem  30X22X13cm.
. Não apresenta qualquer marca.
. Origem: Faiança Portuguesa - Vilar de Mouros ou Alcobaça?...ou Coimbra? 
 "Os antiquários chamam a esse motivo "Vilar de Mouros" como chamam ao Cantão popular “Miragaia”, baseados em sabe-se-lá que equívoco. Escrevi a esse propósito um post e confesso que nunca consegui concluír nada acerda do seu fabricante, tirando a fonte em que lhe serviu de inspiração, que me parece que terá sido o padrão "roselle", da JOHN MEIR & SON."
(*ver blogues indicados abaixo)
. Datação: Século XIX.
. Estado de Conservação /intervenções anteriores: Colagens fruto de uma intervenção anterior. Desgaste geral, pontuais falhas de material e vidrado. 
 
. Pesquisa de peças idênticas na Internet:
 
 
 
 
         * Durante a remoção dos restauros anteriores (colagens amareladas) /Limpeza Química - Nesta fase verificou-se a necessidade do recurso a limpeza química (realizada mediante testes de solventes), para remoção quer dos proprios restauros anteriores quer para remoção das sujidades mais persistentes adjacentes aos mesmos. Como se tratavam de colagens fruto de restauro anterior, encontravam-se agregadas e de dificil remoção.
         * Durante as colagens de fragmentos soltos (após completamente secos) – A remontagem dos fragmentos estruturais soltos foi realizada com uma resina acrílica termoplástica, Paraloid B72 diluído em cerca de 50% em acetona. A fixação das partes fragmentadas foi reforçada, no momento da colagem, com o recurso a molas de aperto, evitando a todo o custo colocá-las diretamente, de modo a não danificar as superfícies.
        
 



 * Durante os preenchimentos de fendas, falhas e pequenas lacunas que ficaram após as colagens -  Cingindo-me apenas às zonas de fendas, falhas e pequenas lacunas em falta, a metodologia passou pela utilização de uma pasta epóxida, o Milliput aplicado com o prospetor dentário, com  o auxilio do bisturi. 





 
        
         * Estado final - Pormenores após os tratamentos de Conservação realizados na Terrina em faiança portuguesa do Séc. XIX.